Classificação dos substantivos
Mapa 01 · Eixo comum
Substantivo é a palavra que nomeia seres, lugares, objetos, sentimentos, ações, estados e ideias. Em uma análise, a classificação pode seguir mais de um critério: o sentido expresso pela palavra e a maneira como ela foi formada.
Separar esses critérios ajuda a resolver questões. Perguntar se um nome é comum ou próprio exige observar a referência; perguntar se é simples ou composto exige observar os radicais que formam a palavra.
Classificação quanto ao sentido
Comum: nomeia, de modo geral, seres de uma mesma espécie ou categoria. “Cidade” e “agente” não apontam, sozinhos, para um indivíduo específico. Próprio: individualiza o ser nomeado. “Recife” e “Pernambuco” são escritos com inicial maiúscula.
Concreto: designa uma entidade concebida como independente, como “livro” e “fada”. O critério não depende de a entidade ser material ou poder ser tocada: o exemplo “fada” também é classificado como concreto nessa distinção gramatical.
Abstrato: nomeia ação, qualidade, estado ou sentimento. “Investigação” indica ação; “rapidez”, qualidade; “alegria”, sentimento. A palavra abstrata costuma se relacionar a um ser ou a uma situação, como em “a rapidez do agente”.
Coletivo: no singular, indica um conjunto de seres da mesma espécie. “Multidão” nomeia um grupo de pessoas; “cardume”, um conjunto de peixes. A ideia de pluralidade está no significado do coletivo, mas a forma da palavra permanece singular.
Classificação quanto à formação
Simples: apresenta um radical, como “pedra”. Composto: reúne mais de um radical, como “guarda-chuva”. Para reconhecer essa diferença, observe a estrutura da palavra, sem confundir o número de sílabas ou o tamanho da forma escrita com o número de radicais.
Primitivo: não se forma de outra palavra da língua, como “flor”. Derivado: forma-se a partir de outra palavra, como “floricultura”, relacionada a “flor”. A relação entre a palavra de origem e a forma derivada é o ponto central dessa análise.
Como aplicar os dois critérios
As classificações não se excluem, pois respondem a perguntas diferentes. “Guarda-chuva”, por exemplo, é composto quanto à formação; “Recife” é próprio quanto ao sentido. Primeiro identifique o critério pedido pelo enunciado; depois confira se a justificativa corresponde a ele.
Também vale conferir o exemplo dentro da frase. Em “A multidão aguardava a chegada dos agentes”, o núcleo do sujeito é “multidão”, forma singular. O verbo “aguardava” concorda com esse núcleo, ainda que o coletivo represente muitas pessoas.
Leitura dos exemplos
Compare os nomes do mapa: “cidade” é comum porque designa uma categoria; “Recife” é próprio porque individualiza um lugar. “Livro” é concreto, enquanto “rapidez” é abstrato. “Multidão” e “cardume” são coletivos. Cada resposta depende do aspecto observado, e não apenas da palavra isolada.
Na formação, “pedra” apresenta um radical; “guarda-chuva” reúne mais de um. “Flor” serve de exemplo primitivo e “floricultura”, de derivado. A palavra analisada pode ser classificada simultaneamente por sentido e por formação: uma classificação não apaga a outra.
Roteiro para resolver a questão
Leia o comando e identifique o critério solicitado. Se a pergunta tratar de sentido, procure a relação do nome com aquilo que ele designa. Se tratar de formação, observe os radicais e a relação com outra palavra da língua. Em seguida, confira se o exemplo apresentado confirma a definição.
Quando houver uma frase, localize o substantivo no contexto. Diferencie o núcleo do sujeito dos termos que o acompanham ou completam a oração. Esse cuidado evita trocar a classificação do nome por uma impressão causada pelo sentido geral da frase.
Em “A multidão aguardava a chegada dos agentes”, o verbo fica no singular porque concorda com o núcleo “multidão”. O sentido plural do coletivo não transforma automaticamente o núcleo em plural.
Gabarito: certo. A palavra “agentes” está no complemento; o núcleo do sujeito continua sendo “multidão”. Identifique a função de cada termo antes de decidir a concordância.








